Presidente do PDT fala sobre o momento político
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Nome: João Leite Schimidt
Presidente do PDT
Fala com exclusividade ao Politica Geral sobre o quadro sucessório no estado.
Ao se filiar ao PDT, o militante assina compromisso sabendo que mandato é do partido e, em caso de mudança para outro partido por iniciativa própria, ele terá de abrir mão do cargo, caso tenha sido eleito pelo voto-. O Partido Democrático Trabalhista foi o primeiro a reconhecer esta norma e, posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral colocou como lei a ser obedecida, já que é um preceito constitucional. “Nossos filiados sabem que o PDT não se presta à negociatas"
Para o PDT, os deputados Estaduais Ari Rigo, Onevam de Mattos e Coronel Ivam, é que tem de explicar ao TRE as razões para a mudança de partido. O mandato é do partido, no entendimento do TSE. Assim sendo, cabe-lhes apresentar defesa e, certamente, haverá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral por parte de quem for derrotado na esfera do Tribunal Regional Eleitoral. “Isso é certo” antecipa Schimidt.
Ao longo do tempo, políticos mudavam de partido de acordo com suas conveniências pessoais. Para Schimidt “hoje a coisa mudou. Não se pode burlar a confiança do eleitor”, assegura. Ao fazer valer a lei que reconhece o partido como detentor legítimo do mandato, o PDT tornou-se o primeiro a estancar essa hemorragia que afetava o Estado de Direito.
O prefeito de Dourados, Ari Artuzzi, vê “de forma simpática” a cooptação do deputado estadual Ari Rigo, que quer levá-lo a se inscrever no PSDB. Por seu lado, o PDT regional apenas espera o desfecho dos acontecimentos para, a partir de então, “tomar as providências que o comando nacional obriga a todos a seguir”, avisa Schimidt.
Ele acredita no bom senso do prefeito de Dourados, eleito com 30 mil votos, ao passo que o deputado Ari Rigo, obteve apenas 500. Além do que, “Artuzzi não pode entrar em choque com o governo Lula, promotor de verbas que mudarão a face da cidade, com várias obras”, raciocina o mandatário regional do PDT.
Os filiados do PDT entendem que a sigla é doutrinária. Todos respeitam os objetivos de Getúlio Vargas, Luis Carlos Prestes e Leonel Brizola. Tendo o nacionalismo e o trabalhismo como metas, não se pode permitir que façam da sigla um trampolim para conquistas pessoais. Quem saiu do PDT reconhece –automaticamente- que não tem autoridade para fazer parte de um conjunto de pessoas que desejam mudar o Brasil.
Segundo o noticiário desta semana, cerca de cem filiados do PDT, de Navirai e região, abandonaram o partido. Isso parece não preocupar o atual presidente regional do PDT. Para ele, o deputado Onevan de Mattos foi eleito com 30 mil votos sendo, portanto, “uma baixa insignificante de pessoas que são muito próximas ao deputado, pelos mais variados motivos”, ironiza.
João Leite Schimidt garante que a atitude tomada pelo comando nacional do PDT de avocar para si a direção do diretório regional do MS, visou apenas uma mudança necessária, “sem causar maiores traumas”. Sua nomeação para o comando tem validade para 180 dias, mas ele garante que no espaço de 90 dias, a expirar-se até o final deste ano, o PDT já terá sua nova diretoria regional homologada. Ele contabiliza representação pedetista nos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, “mesmo com a depuração pela” qual passa a agremiação.
Depois da marolinha que se abateu no PDT, o entra-e-sai partidário ganhou novos rumos. Schimidt pondera que “antigos militantes tinham o nome consagrado para disputar todo e qualquer cargo majoritário e/ou proporcional. Isso desanimava potenciais candidatos que sabiam que não teriam vez por culpa daqueles derrotados em eleições anteriores, como Moacir Khol, por exemplo,” cita. Para ele, sem os chamados medalhões do partido, “abre-se novas perspectivas para outros correligionários”. Esse tipo de renovação é salutar ao PDT, garante.
Sem nomes para disputar cargo majoritário –como governador, -no MS- e presidente da república-, a expectativa do comando nacional do PDT é que a sigla seja referência, na campanha de 2010.
João Leite Schimidt ratifica o anunciado apoio feito pelo deputado federal Dagoberto Nogueira, à candidatura do ex-governador Zeca do PT. Juntamente com o senador Delcídio do Amaral –que tentará a reeleição-, o deputado busca a conquista da segunda vaga ao senado. Caso o governador André Puccinelli (PMDB) lance o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, ao senado, Schimidt vê com bons olhos a chapa já anunciada por Zeca que alçaria Dagoberto como vice-governador entrando o atual vice, Murillo Zautti, como segunda opção ao senado por sua chapa.
Com 70% de aprovação favoráveis ao senador Delcídio do Amaral, Schimidt não vê motivos para briga deste com o ex-governador do PT. Este, por seu turno, anunciou publicamente intenção de –eleito em 2010-, não disputará a reeleição, deixando a vaga aberta para o atual senador petista. Na dança das projeções, o deputado federal Dagoberto Nogueira já é nome certo para a disputa de 2012, ao cargo de prefeito de Campo Grande, com apoio do PT. “Ao menos por enquanto, este é o quadro”, sublinha o mandatário do PDT regional.
Os últimos acontecimentos que envolveram o PDT de Mato Grosso do Sul, no raciocínio de Schimidt “não foram motivados por questões institucionais e/ou pessoais. O que houve foi apenas um embate entre correligionários”, afirma.
De sua parte, Schimidt trava um embate, mas não perde a fé nos princípios doutrinários e trabalhistas, do PDT.
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